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Ao
pequeno-almoço, após as refeições ou durante as merendas, o chá ou o
café tornaram-se bebidas, desde há muito tempo, comuns nos nossos
hábitos alimentares. Muito apreciados pelo seu sabor e aroma, a sua
popularidade tem sido objecto da existência de numerosos
estabelecimentos tipo "cafetaria" em todo o mundo, tornando-se o seu
consumo muitas vezes um acto de convívio.
O café é uma bebida que
resulta da infusão do grão do cafeeiro torrado e moído. O seu gosto,
aroma e cor depende das variedades do grão de café. Uma "bica" (sem
adição de açúcar) não tem calorias mas, essa mesma chávena de café
contém mais de 300 substâncias. Algumas dessas substâncias são
importantes na caracterização do seu aroma e sabor, outras que após
a sua ingestão, interferem no nosso organismo; como é o caso da
cafeína. O teor de cafeína depende do tipo de grão e da sua moagem,
da qualidade usada e do tipo e duração da extracção (quanto mais
longa for a extracção, maior o teor de cafeína). Assim, um café
"tipo expresso" curto, contém menos cafeína do que o mesmo café
cheio. O consumo moderado de café (cerca de 2 chávenas de café por
dia) provoca um efeito estimulante, beneficia o nosso estado de
alerta e reduz a fadiga. Quando os consumos de café são em doses
mais elevadas, podem ocorrer: dores de cabeça, irritabilidade,
palpitações e um aumento na perda de cálcio, havendo maior risco de
osteoporose.
O café descafeinado
resulta da extracção da cafeína por métodos químicos, que
actualmente parecem ser bastante seguros. Chama-se "café de mistura"
à mistura de café com farinha torrada e moída proveniente de cereais
como: chicória, cevada ou centeio. O sucedâneo de café é apenas uma
mistura desses mesmos cereais sem o café, não contendo assim
cafeína.
Na linguagem popular
referem-se como "chás" variadas infusões e tisanas de ervas, quando
na realidade, o chá é uma infusão de folhas secas proveniente de uma
camélia (Camélia sinensis), originária da China. A diversidade de
aromas, cores e sabores dos diferentes tipos de chás dependem das
regiões de origem, o tipo de folhas, e as selecções que constituem
os lotes. Existe o chá preto (onde as folhas sofrem fermentação
antes de secar) e o chá verde (onde as folhas não sofrem
fermentação), ambos contêm cafeína. Peso por peso, o chá tem mais
cafeína do que o café, mas como é utilizado em menor quantidade, a
bebida resultante fica mais fraca. Além disso, a cafeína que existe
no chá é absorvida muito mais lentamente, provocando um efeito mais
tonificante, prolongado e ligeiro; a adição de uma gota de limão ou
leite ajuda a precipitar a cafeína. Além da cafeína, o chá contém
muitos outros compostos activos, não fornece quaisquer calorias mas,
pode ser uma fonte importante de flúor e magnésio.
As infusões e tisanas
feitas a partir de várias plantas, que vulgarmente referimos como
sendo "chás de ervas", são bebidas úteis para quem não gosta de
beber água. Quase todas são inofensivas e podem até trazer
vantagens, por exemplo: a camomila, tília ou erva-luísa ajudam na
digestão e a cidreira actua como sedativo. Há no entanto infusões e
tisanas de ervas com actividade farmacológica muito intensa,
normalmente utilizadas com fins terapêuticos (algumas existentes nas
ervanárias) e que só devem ser consumidas moderadamente e em
determinadas situações.
Atenção aos
"saquinhos" de chá que são cada vez mais consumidos, é necessário
ler sempre a rotulagem. Um simples "chá" de limão pode consistir
numa mistura de chá (chá preto que contém cafeína) e aroma de limão;
longe da simples infusão feita a partir da casca de limão.
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