O termo Web 2.0 é utilizado para
descrever a segunda geração da World Wide Web -
tendência que reforça o conceito de troca de informações
e colaboração dos internautas com sites e serviços
virtuais.
Trata-se de um conceito introduzido por
Tim O’Reilly em que a ideia é que o ambiente on-line se
torne mais dinâmico e que os utilizadores colaborem para
a organização de conteúdo.
Dentro deste contexto encaixa-se a enciclopédia
Wikipedia, cujas informações são disponibilizadas e
editadas pelos próprios utilizadores da internet.
Também entra nesta definição a oferta de
diversos serviços on-line, todos interligados, que
integram ferramentas de busca, de e-mail, comunicador
instantâneo e programas de segurança, organizadores de
fotos, vídeos e podcast, entre outros.
O número de sites e serviços que exploram esta tendência
vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos.
Na Web 2.0 tudo está online, o computador
pessoal é apenas um instrumento de acesso que não
precisa de estar muito carregado com informação, pois
neste novo conceito de web a informação encontra-se
alojada nos servidores, possibilitando o acesso a partir
de qualquer máquina.
A maior parte dos serviços disponíveis
são gratuitos e não implicam conhecimentos técnicos
aprofundados para a utilização.
Por tudo isto, há quem chame à Web 2.0 a
“Web do povo”.
Principais características da Web 2.0
Simplicidade:
tudo deve ser intuitivo e evidente;
Partilhar: a cada dia surgem novas
ferramentas de colaboração baseadas no trinómio
simples-rápido-web;
Publicar: no mundo da web 2.0 o
utilizador recebe, transforma e publica num ciclo
infinito de geração de informação;
Disponibilidade rápida: as informação
são actualizadas de forma muito mais ágil e chegam com
maior rapidez;
Edição do utilizador/participação: na
web 2.0, o utilizador torna-se um ser activo,
participativo, que actua sobre aquilo que vê e consome
da internet;
Opinião franca: possibilidade
democrática e sem barreiras de o utilizador exercer a
sua liberdade de opinar;
Comunidade: através da enorme
quantidade de comunidades digitais e aplicações que nos
fazem mais falantes, torna-se possível a troca rápida de
informações
Glossário da
Web 2.0 AdSense: Um plano de publicidade do Google que
ajuda criadores de sites, entre os quais blogues, a
ganhar dinheiro com seu trabalho. Tornou-se a mais
importante fonte de receita para as empresas Web 2.0. Ao
lado dos resultados de busca, o Google oferece anúncios
relevantes para o conteúdo de um site, gerando receita
para o site a cada vez que o anúncio for clicado.
Ajax: Um pacote amplo de tecnologias usado a fim
de criar aplicativos interactivos para a web. A
Microsoft foi uma das primeiras empresas a explorar a
tecnologia, mas a adopção da técnica pelo Google, para
serviços como mapas on-line, é que fez do Ajax
(abreviação de "JavaScript e XML assíncrono") uma das
ferramentas mais quentes entre os criadores de sites e
serviços na Web.
Blogues: De baixo custo para publicação na web
disponível para milhões de utilizadores, os blogues
estão entre as primeiras ferramentas de Web 2.0 a serem
usadas amplamente.
Mash-ups: Serviços criados pela combinação de
dois diferentes aplicativos para a internet. Por
exemplo, misturar um site de mapas on-line com um
serviço de anúncios de imóveis para apresentar um
recurso unificado de localização de casas que estão à
venda.
RSS: Abreviação de "really simple syndication"
[distribuição realmente simples], é uma maneira de
distribuir informação por meio da internet que se tornou
uma poderosa combinação de tecnologias "pull" - com as
quais o utilizador da web solicita as informações que
deseja - e tecnologias "push" -- com as quais
informações são enviadas a um utilizador
automaticamente. O visitante de um site que funcione com
RSS pode solicitar que as actualizações lhe sejam
enviadas (processo conhecido como "assinando um feed").
O presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates,
classificou o sistema RSS como uma tecnologia essencial,
e determinou que fosse incluída no software produzido
pela sua empresa.
Tagging [rotulação]: Uma versão Web 2.0 das
listas de sites preferidos, oferecendo aos utilizadores
uma maneira de vincular palavras-chave a palavras ou
imagens que consideram interessantes na internet,
ajudando a categorizá-las e a facilitar a sua obtenção
por outras pessoas. O efeito colaborativo de muitos
milhares de utilizadores é um dos pontos centrais de
sites como o del.icio.us e o flickr.com. O uso on-line
de tagging, ou tags (etiquetas) é classificado também
como "folksonomy", já que cria uma distribuição
classificada, ou taxonomia, de conteúdo na web,
reforçando sua utilidade.
Wikis: Páginas comunitárias na internet que podem
ser alteradas por todos os utilizadores que têm direitos
de acesso. Usadas na internet pública, essas páginas
comunitárias geraram fenómenos como a Wikipedia, que é
uma enciclopédia on-line escrita pelos próprios
leitores. Usadas em empresas e em educação, as wikis
estão a tornar-se numa maneira fácil de trocar ideias
para um grupo de trabalhadores ou alunos envolvido em um
projecto.