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Web 3.0 - a Web Semântica

 

A Web 3.0 desponta já no horizonte virtual das tecnologias da informação e comunicação como uma nova onda para a internet, com o sonho de estruturar todo o conteúdo disponível na rede mundial de servidores de modo a introduzir os conceitos de “compreensão das máquinas” e “semântica das redes”.

O termo Web 3.0 foi empregado pela primeira vez pelo jornalista John Markoff, num artigo do New York Times e, desde logo, começou a suscitar reacções de apoio e rejeição.Se por um lado, se crê que a Web 3.0 venha ser uma forma de organizar o uso da informação já existente nos computadores de todo o mundo de maneira mais inteligente, por outro lado há quem a acuse de ser apenas uma moda, uma quimera ou uma forma fácil de introduzir algo que ainda não existe, talvez, quiçá, para fazer esquecer a ainda jovem Web 2.0.Se a Web 2.0 é um conceito centrado na perspectiva do utilizador, no sentido de lhe facilitar o acesso às práticas digitais sem que para isso tenha que possuir grandes competências informáticas, a Web 3.0 faz o seu enfoque nas estruturas das inúmeras páginas Web que povoam o insondável mundo da internet, no sentido de as tornar mais acessíveis.

Aproveitando a Banda Larga e a tecnologia móvel, este novíssimo conceito de Web irá tentar aglutinar a tecnologia da semântica para, num espaço de cinco ou dez anos, deixarmos de falar em WWW e passarmos a ter uma WWD (World Wide Database). Ou seja, a internet passará a ser uma verdadeira base de dados, devidamente organizada, permitindo ao utilizador obter respostas mais precisas e mais rápidas às suas pesquisas, uma vez que cada site deverá possuir maior capacidade semântica e, assim, estará agregado a essa enormíssima base de dados que agrupará essas páginas, por temas, assuntos e interesses previamente expressos pelo utilizador e fará a gestão inteligente de todos os sites existentes na rede global.

Prof. Adão Sousa