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Semana - 8 a 14/Abril |
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Cecília Meireles |
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Cecília Meireles nasceu
em 1901, no Rio de Janeiro e faleceu em
1964, também no Rio de Janeiro. Foi
poeta, professora, jornalista e
cronista.
Colaborou nas revistas Árvore Nova,
Terra de Sol e Festa. Fundou a primeira
biblioteca infantil do Brasil.
Leccionou na Universidade do Distrito
Federal em 1936 e na Universidade do
Texas em 1940. Trabalhou no Departamento
de Imprensa e Propaganda no governo de
Getúlio Vargas, dirigindo a revista
Travel in Brazil (1936).
É considerada por muitos como uma das
maiores poetisas da Língua Portuguesa.
Em 1993 foi-lhe atribuído, postumamente,
o Prémio Camões. |
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Sugestão de leitura:
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Lua Adversa
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
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Ou Isto ou
Aquilo
Ou se tem chuva e não se tem sol,
Ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel;
Ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
Estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
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Canção
Mínima
No
mistério do Sem-Fim,
Equilibra-se um planeta.
E, no
planeta, um jardim,
E,
no jardim, um canteiro;
No
canteiro, uma violeta,
E,
sobre ela, o dia inteiro. |
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