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As emissões
de gases com efeito de estufa continuam a aumentar no
planeta, apesar dos esforços requeridos no protocolo de
Kyoto para reduzir e travar o aquecimento global, segundo
releva um relatório da ONU.
O aquecimento global pode
parecer demasiado distante, ou demasiado incerto, para com
ele nos preocuparmos – semelhante a qualquer previsão feita
pelas mesmas técnicas informáticas que muitas vezes nem
conseguem acertar no boletim meteorológico da semana
seguinte. Mas que a Terra está a aquecer, isso é um facto.
Resta saber quanto desse aquecimento se deve ao Homem? |
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Efeito de
Estufa é um fenómeno natural causado pela acumulação de
gases na atmosfera, principalmente vapor de água e dióxido
de carbono, que provocam a retenção do calor na superfície
da Terra. Os gases funcionam como uma redoma, que mantém a
temperatura da terra à volta dos 16° C.
Sem eles, o sol não conseguiria aquecer a Terra o suficiente
para que ela fosse habitável, pois a temperatura média do
planeta rondaria os 17 ºC negativos e a superfície seria
coberta de gelo.
Até aqui, tudo estaria bem se esses gases não sofressem o
aumento que se está a verificar nos últimos tempos. Com
efeito, o fenómeno tem vindo a intensificar-se com o excesso
de emissões de gases poluentes, como o dióxido de carbono
(CO2), resultante da queima de combustíveis fósseis (carvão,
petróleo e derivados), florestas e pastagens; o metano
(CH4), produzido pela decomposição da matéria orgânica; o
óxido nitroso (N2O), gerado pela actividade das bactérias no
solo, e compostos de clorofluorcarbono (CFC), utilizados em
embalagens de plástico, refrigeradores, aerossóis e outros
produtos. Estes são os chamados gases estufa.
O Painel Internacional de cientistas que estudam as Mudanças
Climáticas estima que a temperatura global média tenha
subido em 0,6°C no século XX, e pode elevar-se em mais 1°C
até 2030. Até 2090, a projecção indica um aumento de até
4°C, caso não sejam tomadas medidas de prevenção.
Um das consequências do super aquecimento do planeta seria o
aumento do nível dos oceanos devido ao derretimento das
calotes polares, que são enormes "pedaços" de gelo
existentes nos pólos.
Se o problema se agravar, o nível do oceano pode subir cerca
de um metro, inundando as faixas costeiras e fazendo
desaparecer muitas ilhas.
O aumento da temperatura do ar também modificaria o regime
dos ventos e aumentaria a evaporação da água, criando mais
nuvens e chuvas. Previsões para meados do século XXI indicam
a possibilidade de chuvas intensas em áreas hoje desérticas
e falta de água em regiões actualmente férteis. |