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Protocolo de Kyoto

Na tentativa de reverter as terríveis previsões de um planeta com temperaturas cada vez maiores, causadas pelo Efeito de Estufa, surgiu o Protocolo de Kyoto: um acordo celebrado por numerosos países, na cidade japonesa de Kyoto, em 1997, e que estabelece metas de controlo dos gases causadores do efeito de estufa.

O Protocolo obriga 39 países desenvolvidos a deixar, no período de 2008 a 2012, a emissão de dióxido de carbono e outros gases nocivos 5,2% menor do que o índice global registado em 1990.


Este documento é um complemento à convenção da ONU sobre mudança do clima no planeta, assinada na Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento no Rio de Janeiro em 1992 – ECO-92.

Uma das ideias disseminadas pelo Protocolo de Kyoto para amenizar os prejuízos causados pela incalculável quantidade de dióxido de carbono já emitida por esses países é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). O objectivo do MDL é estimular a produção de energia limpa, como a energia solar, eólica e a que é gerada a partir de biomassa, e remover o carbono da atmosfera.

Neste campo, chamado sequestro de carbono, os principais planos consistem na replantação de florestas que, ao crescer, absorvam dióxido de carbono (CO2) do ar. Segundo este protocolo, os financiadores da recuperação ambiental iriam receber um Certificado de Redução de Emissões.

O Protocolo de Kyoto divide os países em dois grupos: os que precisam de reduzir as suas emissões de poluentes e os que não tem essa obrigação.

Assim os países mais poluidores - os mais ricos, na sua maioria - poderão pagar para continuar a poluir em alguma medida, através do Leilão de Certificado de Emissões.
O tratado entrou em vigor no dia 16 de Fevereiro de 2005, depois da Rússa ter decidido ratificá-lo. Para entrar em vigor, era necessária a aprovação do Protocolo por um número de países que representem juntos 55% das emissões de gases do efeito de estufa.

O Estados Unidos, maior poluidor do mundo – responsável por 36,1% das emissões de gases poluentes – não aderiu ao acordo, além de apontá-lo como um golpe contra a economia e os empregos no país. Para alcançar as metas de redução estipuladas pelo Protocolo, os americanos teriam de fazer grandes investimentos, com reflexos na sua actividade económica, segundo os seus governantes.


Fontes principais

National Geographic

http://oceans.greenpeace.org/pt/