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A edição de 2008 da Lista Vermelha das espécies ameaçadas,
divulgada esta semana, alerta-nos para o risco
de extinção de 1141 mamíferos – cerca de 21% das
5487 espécies conhecidas.
Há 188 mamíferos “criticamente em perigo” de desaparecer, entre
eles o lince ibérico (Lynx pardinus), que
é utilizado este ano, pela UICN, como exemplo da
actual crise da biodiversidade.
Só em Espanha é que o lince tem sido avistado na natureza.
Segundo a UICN, a espécie” tem apenas uma
população de 84 a 143 adultos e continua em
declínio”.
Os anfíbios correm também sérios riscos de sobrevivência.
Estima-se que uma em cada três espécies que
existem no mundo corre o risco de se extinguir.
A situação das espécies pode, no entanto, ser mais grave. Num
total de cerca de 1,6 milhões de espécies
conhecidas no mundo, apenas 2,7% foram avaliadas
pela Lista Vermelha. Destas, 38% estão em risco
de extinção.
Mamíferos, anfíbios e aves são os únicos grupos de seres vivos
cujas espécies identificadas estão avaliadas,
quase que integralmente, na Lista Vermelha. O
mesmo não ocorre com répteis, peixes,
invertebrados e plantas. Das quase 300 mil
plantas ou dos 1,2 milhões de invertebrados
pouco se sabe, por isso a UICN está a procurar
avaliar a tendência de extinção dentro de cada
grupo a partir de uma amostra aleatória de suas
espécies.
Portugal aparece, na Lista Vermelha de 2008, com 159 espécies em
risco de extinção. A maior parte refere-se a 67
espécies de caracóis da Madeira e dos Açores. A
seguir, estão 38 espécies de peixes. Há também
onze mamíferos em risco, destacando-se o lince,
classificado como “criticamente em risco”.
A UICN alerta ainda para o perigo de "centenas de espécies
desaparecerem" nos próximos anos devido ao
impacto da actividade do Homem nos ecossistemas.
Fontes:
Jornal Público e Semanário Expresso
Mais informação:
Site da UICN com a Lista Vermelha 2008 |