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Primatas em risco

Estamos a perder os seres vivos mais parecidos com o homem…

Para os ajudar e proteger é preciso preservar o  seu ambiente natural.

Cerca de um terço das espécies de primatas estão em risco, de acordo com um relatório elaborado por 60 cientistas de 21 países, apresentado em 26 de Outubro de 2007, pela União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN) e pela Sociedade Internacional de Primatologia. Nesse relatório divulgaram as 25 espécies de primatas mais ameaçadas. A Ásia tem onze primatas na lista, a África tem sete e a América do Sul tem três.

A destruição das florestas tropicais, a  caça e o tráfico, são as principais causas que estão a pôr em risco alguns dos seres mais parecidos com o ser humano (com quem compartilhamos mais de 96% do nosso DNA).

Um estádio de futebol chegaria para juntar todos os membros dessas 25 espécies mais ameaçadas. São assim tão poucos os que ainda permanecem sobre a Terra.

Segundo opinião do presidente do grupo, especialista em primatas da IUCN, Russel Mittermeier, a desflorestação ameaça estas espécies e relaciona-se com as alterações climáticas: “Ao proteger as florestas tropicais, salvamos os primatas e outras espécies e prevenimos a emissão de mais dióxido de carbono para atmosfera, que aquece o globo.”

 
IUCN revê lista de espécies em perigo

A União Mundial para a Conservação reviu a sua lista de espécies em perigo, e os grandes primatas aparecem como as espécies que correm maior risco.

São mais de 41.000 as espécies listadas, um aumento de mais de 700 desde a última actualização, e 16.306 destas são consideradas em perigo. Fazem parte da lista da IUCN fauna e flora de todo o mundo, mas são os grandes primatas que lideram esta lista e que preocupam grandemente os cientistas que participam na elaboração deste documento.

Em relação ao gorila ocidental (Gorilla gorilla), um dos animais que corre maiores riscos, a situação tornou-se ainda mais grave em virtude do surto de Ebola que tem vitimado centenas de animais entre zonas protegidas e não protegidas nos últimos anos.

O orangotango de Sumatra pode deixar de existir em estado selvagem nos próximos 10 anos se nada for feito para parar a desflorestação intensa a que os seus habitats têm sido sujeitos.

Também uma espécie de crocodilo asiático, corais, alguns tubarões e o lince ibérico, entre outros, correm risco a curto prazo.

Mas os números apontam para que uma em cada quatro espécies de mamíferos, uma em cada oito espécies de aves e um terço de todos os répteis classificados corram risco de desaparecimento a curto prazo. As plantas também não escapam a esta verdadeira hecatombe e mais de 70% estão aparentemente condenadas.·
Se nada for feito muito rapidamente, a biodiversidade do planeta estará seriamente ameaçada e o futuro comprometido.

A espécie humana tem sido em grande parte a causa do desaparecimento de muitas espécies. Outros factores têm contribuído, como o aquecimento global, o ainda pouco estudado e compreendido «El Nino», doenças que directa ou indirectamente atingem espécies e que em cascata põe em risco toda a cadeia alimentar, entre outras causas.
Só no Brasil são mais de 700 as espécies ameaçadas, e vão desde os peixes aos mamíferos.

Fontes:

Jornal Público de 27 de Outubro de 2007

http://animais.clix.pt/noticias