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Vejamos agora um conjunto de seis mudanças de grandes
proporções causadas pelo aquecimento global, que estão
já
a ocorrer e que afectam não apenas o clima mas perturbam a
vida das pessoas e têm como única previsão o
agravamento da situação. É assustador observar que
acontecimentos assim, de dimensões ciclónicas, sejam o
resultado do aumento de apenas 1 grau na temperatura média
da Terra, uma fracção do calor previsto para as próximas
décadas.
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O Ártico está a derreter –
A cobertura de gelo da região no Verão diminui ao ritmo
constante de 8% ao ano há três décadas. No ano passado, a
camada de gelo foi 20% menor em relação à de 1979, uma
redução de 1,3 milhões de quilómetros quadrados, o
equivalente à soma dos territórios da França, da Alemanha e
do Reino Unido.
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Os furacões estão mais fortes –
Devido ao aquecimento das águas, a ocorrência de furacões
das categorias 4 e 5 – os mais intensos da escala – dobrou
nos últimos 35 anos. O furacão Katrina, que destruiu Nova
Orleães, é uma amostra dessa nova realidade.
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Nova rota dos ciclones –
Países que até agora estavam a salvo desse tipo de tormenta,
têm assistido à chegada às suas costas de tempestades
com maior intensidade do que o habitual, mostrando que o
problema veio para ficar.
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O nível do mar subiu –
A elevação desde o início do século passado está entre 8 e
20 centímetros. Em certas áreas litorais, como algumas ilhas
do Pacífico, isso significou um avanço de 100 metros na maré
alta. Um estudo da ONU estima que o nível das águas subirá 1
metro até ao fim deste século. Cidades à beira-mar
precisarão de ser protegidas por diques.
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Os desertos avançam –
O total de áreas atingidas por secas dobrou em trinta anos.
Uma quarto da superfície do planeta é agora de desertos. Só
na China, as áreas desérticas avançam 10.000 quilómetros
quadrados por ano, o equivalente ao território do Líbano.
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Já se contam os mortos –
A Organização das Nações Unidas estima que 150.000 pessoas
morrem anualmente por causa de secas, inundações e outros
factores relacionados directamente com o aquecimento global.
Em 2030, o número dobrará.
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