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As
alterações climáticas são uma das maiores ameaças
ambientais, sociais e económicas que o planeta enfrenta. No
século XX, a temperatura média da superfície terrestre
aumentou cerca de 0,6°C.
Há fortes
indicações de que a maior parte do aquecimento global nos
últimos 50 anos é atribuível a actividades humanas.
Os
combustíveis fósseis, que queimamos para produzir energia e
assegurar os transportes, são especialmente responsáveis,
libertando para a atmosfera gases, como o dióxido de carbono
(CO), que aquecem a superfície da Terra.
Temperaturas
mais elevadas significam uma subida do nível do mar à medida
que as calotes polares se derretem. A subida do nível do mar
põe em perigo as zonas costeiras e as pequenas ilhas.
As
alterações climáticas tornam o tempo mais instável, trazendo
mais tempestades e secas e, com elas, inundações e escassez
de água. Algumas doenças, como a malária, propagar-se-ão a
novas regiões. Algumas espécies, incapazes de acompanhar o
ritmo da mudança, extinguir-se-ão. Os padrões de produção
agrícola modificar-se-ão. A subsistência e até mesmo a
sobrevivência de comunidades inteiras estarão em risco em
algumas regiões do mundo. Noutras, o ambiente natural e a
utilização que dele é feita poder-se-ão modificar
radicalmente. Alguns destes impactos já são irreversíveis
Para
minimizar os ajustamentos necessários e evitar o pior das
ameaças, precisamos de recorrer mais a produtos e
actividades que resultem em níveis inferiores de emissões de
gases com efeito de estufa. Tal implica uma abordagem de
«baixos níveis de carbono» nas políticas industrial e de
transportes e energia. Significa também uma utilização mais
eficiente dos combustíveis fósseis e a sua substituição por
fontes de energia renováveis, como a energia eólica e solar.
Foram já
tomadas várias medidas e fixados objectivos para fazer com
que a UE entre na via para se tornar uma sociedade com
baixos níveis de carbono.
A luta
contra as alterações climáticas é um desafio enorme, mas que
é essencial para o futuro do nosso planeta. Permitirá
igualmente melhorar a qualidade do ar e terá benefícios
económicos, tornando a UE menos dependente das importações
de petróleo e gás e menos vulnerável ao aumento do preço dos
combustíveis fósseis. |